O All Seasons foi nosso hotel em Paris, na Republique. Simples, limpinho e com um recepcionista que falava um excelente inglês ( cinco horas depois de aterrizarmos na França descobri que isto não tem preço ;)
O café da manhã estava incluso na diária, mas no segundo dia minha amizade com a comida francesa começou a azedar porque só comíamos pão. Tudo cheirava pão, em todas as vitrines só havia pão e para ajudar eles ainda custavam muito caro.
As relações diplomáticas Silvia - França acabaram quando não consegui ir mais ao banheiro. (Rudnei por sua vez, permaneceu amigo os pães até a nossa volta. E foi muito feliz)

Pela manhã, atravessamos a cidade para ir a Versalhes ( que fica ha uns 20 min da cidade de trem).Tudo muito bem em Versalhes até descobrirmos que nenhum francês era capaz de nos dar informações precisas de horários em um país que vive do turismo. A diferença de OPEN e CLOSE parecia algo totalmente sem importância dificultando a vida dso turistas inocentes ansiosos por conhecer in loco os monumentos da história francesa.
Depois de visitar Versalhes fomos para o Petit Trianon.
Turistas por todos os lados e a irritação estampada no rosto dos funcionários. Eu não sei em que momento do nosso dialeto francês a funcionária nos disse que o Petit Trianon estava fechado. Eu falava em português para o Rudnei que não estava, Rudnei dizia que acha que estava sim porque em algum lugar ele havia lido que estaria ( onde fica "algum lugar"?) e a funcionária nos respondendo em inglês que tudo estava em restauração. A confusão começou na hora que comecei a chorar.
A funcionária não entendia meu drama e eu também não estava afins de explicar. Insistimos indo até o trenzinho... e a situação ficou pior. A outra funcionária disse que não tinha nada em restauração, mas que o castelo só ficava aberto até as 12 hs. Perdi a paciência e fomos embora. Rudnei continuou bem humorado a viagem toda.






Fomos então para a Torre Eiffel.
Eu não tenho muito gosto em ficar subindo escadas e cá entre nós nunca tive interesse em subir na torre Eiffel.
Sinceramente não acho que nada que eu veja lá de cima possa ser tão interessante quanto o que tenho aqui embaixo, por isto não me importo em sentar no corredor quando Rudnei quer ver a janelinha do avião. Acho que fiquei tantos anos lá em cima quando trabalhava como comissária que cansei de ver tudo por esta perspectiva.
Fila enorme ( se é que algum dia ela não foi grande) e adoraveis vendedores de chaveirinhos ao preço de 1 euro cada 5 peças. Uma bagatela! Pena que a polícia corre atrás deles a todo momento. Eu e os chaveirinhos da França temos um caso de amor desde a primeira vez que nos vimos, quando ganhei de presente do Rodrigo. Nos próximos dias eles não sairiam da minha cabeça e a cada vendedor que eu via eu tinha vontade de comprar mais...


Desistimos do subir na Torre e fomos para o outro lado da cidade, na Villa Savoye onde as horas infindáveis do marido no computador começaram a ter sentido.30 minutos de trem, 20 minutos a pé e o que conseguimos foi chegar em local onde não havia nenhum turista por perto, para visitar uma casa que parecia abandonada.
Na famosa casa de verão de Le Corbusier erámos em 6 pessoas no local, sendo que 2 delas eram funcionárias . Projetada na década de 20 é identica ao escritório do meu pai, mas sem atrativos para gente como eu e o não resisti ao sono durante a espera. Sentei na poltrona para esperar meu marido e dormi.( a cadeira também é um exemplar Le Cobursier, apesar que eu prefiro as Barcelonas chiquérrimas).



Uma hora depois de nos livramos da casa do Le Corbusier, chegamos a Paris e fomos SUBIR as escadarias do ARCO DO TRIUNFO. A visão é linda, mas a subida...Melhor nem comentar para não desistir da idéia antes mesmo de chegar a França, porque "le escada" é a morte.



No final da tarde fomos assistir o jogo comemorativo da vitória da França na Copa de 98 (contra o Brasil! !!!) em um estádio lotado e enlouquecido pelo Zidade ( carinhosamente chamado de Zizu)
Não me perguntem o que estávamos fazendo lá, mas cantamos o hino, fizemos ondinha, vibramos a cada gol e assistimos aos fogos ( nunca vi um povo gostar tanto de fogos de artificio quanto os franceses). Como não acompanho futebol, comemoro com quem ganha, afinal temos que dar o exemplo de civilidade.



Nos comportamos como os franceses. E comemos 2 pães, linguiça e batata pela bagatela de R$ 50,00. Com este dinheiro no Brasil, provavelmente eu teria comprado pão e batata para a o mês inteiro aqui em casa, mas como estávamos de férias e nas férias não podemos fazer paridade com o dinheiro, principalmente com dinheiro - porque rapidinho você vai descobrir que era melhor ficar em casa.